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Cheguei pela manhã no horário de sempre. Não fiz nenhum alarde, apenas fiquei terminando o que havia começado na sexta. Agora são 12:54 e chegou o momento de me despedir de vocês.
Fiquei sabendo do novo trabalho na quinta-feira, dia 14, às 16h30. É de uma daquelas entrevistas que eu tinha feito. Vou trabalhar como Web Designer/Redator em uma Universidade aqui de São Paulo.
Por um lado estou muito contente. E por outro estou tremendamente triste. Estou feliz por ser o primeiro ser humano a sair do Inferno. Não foi uma tarefa fácil, vocês sabem. Poucas empresas chamaram pra uma entrevista, e muitas delas não sabem nem pra quê serve um Web Designer. Mas eu consegui. E estou triste por ter que acabar o blog, uma das poucas coisas que fiz na vida que foram um sucesso. 13 mil visitas e mais de 4 mil e-mails em pouco mais de 4 meses não é pra qualquer um. Alguma qualidade eu devo ter.
Ainda não é o emprego dos sonhos, do tipo que dá pra comprar um carro novo, casar e dar entrada em um apartamento, mas é algo que sempre gostei de fazer, que é trabalhar com jornalismo. E gostaria de agradecer uma pessoa diretamente responsável por ele: A Jean, do Bus Stop. Valeu mesmo menina!
Este post deve estar meio piegas, mas toda despedida é assim. Acho que valeu pelas amizades verdadeiras que consegui. Valeu pela solidariedade dos meus leitores. Pessoas que se identificaram com o meu pesadelo. Ou que queriam apenas rir um pouquinho. Espero, sinceramente, ter conseguido tocar os corações de vocês.
Não estou me despedindo do mundo blogueiro, porém. Pretendo construir um outro blog, brevemente. Podem ficar tranquilos que os links ali do lado eu levarei sempre comigo. Não é brincadeira onde está escrito "Links de blogs melhores que o meu". Porque cada blogueiro tem alguma contribuição pra dar, algo a dizer e é nosso dever ouví-los. Na verdade é um pranto, uma súplica, de "me ajude", "me ouça", "me dê atenção". E é muito bom poder ajudar, ler e sentir as pessoas.
Esse é o post mais difícil, estou com lágrimas nos olhos e espero que vocês me acompanhem onde quer que eu vá. Com sua ajuda, a vida difícil aqui do Inferno tornou-se mais fácil, e em alguns momentos, agradável até.
Queria agradecer algumas pessoas agora. Agradecer a Paula Foschia, pela sua animação sempre contagiante. Ao James, cuja ranhetice esconde apenas um cara de bom coração. À Kitty, que sempre esteva lá por mim e o carinho dela me cativou muito mesmo. À Ana, que me ajudou muito, muito mesmo, nas piores horas. À Sam, que é a irmã que eu nunca tive. À Alê, que é a prórpia alegria encarnada. À Eli, que é uma doce criatura. Ao ADZivo, que é um puta cara prestativo. Ao aRMAS, que também me proporcionou muita força e sorrisos. À Constanze, que é uma companhia sempre agradável.
Mais beijos pra todo mundo que um dia leu o EOTA e que mandou e-mail pra mim, oferecendo empregos, carinho, desabafando, ou simplesmente comentando. Tá certo que não citei nem metade dos amigos que fiz por meio desse blog, mas extendo meu carinho e desejo toda a felicidade da vida a todos.
Pra finalizar, um poema do Osvaldo Montenegro. Apesar de eu odiar as músicas dele, acho que esse se encaixa bem no final.
Metade
Osvaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho,
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito,
Não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda,
Ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada,
Mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
E a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas
Como uma prece, nem repetidas com fervor.
Apenas sejam respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem
Inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço,
Mas a outra metade é o que eu calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro,
Seja uma dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso
E a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
Que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso
Que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que eu fui,
E a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais
Do que uma simples alegria
Para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo,
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
Mesmo que ela não saiba,
E que ninguém a tente complicar,
Porque é preciso simplicidade
Para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia
E a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor
E a outra metade...também!
Último blog
Um último blog é o do Ronin Alfred - O Samurai Politicamente Incorreto, muito divertido! Só uma dica pra ele mesmo. As imagens do Tripod não abrem no seu blog. Tente abrir uma conta no HPG, e colocar suas imagens lá que dá certo.
Últimos links
Sempre útil Guia Prático do Sexo Anal.
Veja se a sua cidade sobreviverá a uma catástrofe nuclear.
Falando em esportes radicais, que tal Free-Style Walking?
A mina tá pior que eu. Cozinha a meia do namorado e come! Ugh!
Último adeus
Perdoem-me se não digo meu nome, ou onde trabalho, mas tenho que me preservar, espero que entendam.
Antes de ir, eu queria avisar que criei uma lista, para quem quiser ser avisado de quando irei voltar e aonde. Para assinar, basta mandar um e-mail para: show_do_hassen@yahoogrupos.com.br. Prometo que não farei spam, só darei um ou outro aviso ao logo do ano. E o meu mail pessoal continuará eota@ieg.com.br, ok?
Bem amigos, toda boa história tem começo, meio e fim. Se ela se prolonga muito, acaba em morte, como diz o Neil Gaiman em Sandman. A minha chegou ao final. Foi um prazer.
PS: Continuo disponível para transas sem compromisso...:-)










Melhores momentos da Ellen